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Crónica: Perceber um candidato e escolher um Presidente

Os economistas românticos acreditam sempre que a generalidade dos empresários financeiros gostam de ajudar os necessitados…! Os psicólogos sabem que a motivação empresarial é quase sempre egoísta, mas o mundo académico das técnicas institucionais, sob o isolamento das especialidades, formata os menos pensantes a regras autistas, favorecedoras dos interesses dominantes nas cúpulas hierárquicas do Poder, que se transfere, cada vez mais, para a economia, por submissão ideológica dos representantes políticos, rendidos ao suborno do liberalismo capitalista.

Se uma família, depois de fazer face à sobrevivência e ao conforto mínimo, consegue poupar, a sua capacidade máxima de aquisição de bens acessórios faz-se do somatório das prestações, que deve ser inferior ao montante que se poupava regularmente, depois de satisfeita a sobrevivência e conforto mínimo; porque deve haver sempre uma poupança de valor absoluto, para fazer face a imprevistos. O maior imprevisto é a forte redução de receita, com a perda da fonte de rendimento; em termos individuais é a perda de emprego e em termos colectivos é a perda de clientes!

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“Presidente marca branca” por Carlos Coelho

Sempre que se aproxima um período eleitoral, o marketing e as marcas são assaltados pela propaganda política. Lembro que, nas últimas eleições legislativas, já em clima recessivo, assistimos a verdadeiras tournées da chamada «política espectáculo», em que se estreou o infeliz termos low cost: a arruada. Todos os candidatos, num exercício de desoriginalidade colectiva, se desdobraram em plantar cartazes pelo país, esperando que a dimensão e a quantidade dos mesmos lhes trouxessem a notoriedade e os votos para serem eleitos. A fraca adesão dos eleitores, registada nas últimas eleições, demonstrou que as práticas de comunicação dos partidos não estão a ter o efeito desejado, pelo que deverão ser repensadas, quer na forma quer nos conteúdos. A acrescer a este aspecto, a crise generalizada impõe disciplina na utilização dos recursos financeiros.

Neste enquadramento de mudança, já nas últimas campanhas começaram a ser usados argumentos anti-marketing. A utilização de meios humanos e técnicos profissionais para a criação e execução das campanhas foi considerada uma prática de gestão despesista. Foram apresentadas estratégias amadoras, onde tudo seria feito com a prata da casa por comités de «bitaqueiros» em sessões plenárias de «achómetros» – pois de publicitários e de loucos, diz o povo e pelos vistos acreditam os políticos, todos têm um pouco. Ingenuamente, creio, julgar-se-ia estar a inovar num tipo que marketing low cost, mas todos tivemos a oportunidade de constatar que se despenhou logo após a descolagem.

Foi com muita tristeza que voltei a ouvir dos diversos candidatos afirmações irresponsáveis em matéria de comunicação. Orgulhosamente proclamaram o não uso de outdoors (com uma firmeza técnica que a ser verdade destruiria este sector) e mais uma vez se apressaram a afirmar que não vão usar profissionais nas suas campanhas, como forma de poupar dinheiro ao País.

Pois eu gostaria de me revoltar contra este tipo de propaganda-poupança demagógica. Uma campanha tem como objectivo a divulgação e o esclarecimento de todos os portugueses de modo a que estes possam exercer a sua livre escolha e se sintam motivados para ir votar.

Todos os candidatos têm o dever e a obrigação de usar os recursos que lhes são disponibilizados para este exercício de comunicação que é absolutamente indispensável à democracia. O PR é a primeira marca de um país. E muito me entristece que as ideias dos candidatos assentem num futuro onde o amadorismo é considerado uma boa prática de gestão. Ou que a mensagem que passam é que as marcas deverão cortar em 50% no marketing com o pretexto de que tal não terá consequências na economia.

Se as marcas líderes fossem geridas desta forma demagógica, populista e irresponsável, nunca seriam «eleitas» pelos consumidores, acabando rapidamente por falir. Assim acontecerá à política, caso não acorde rapidamente para o fosse que a afasta dos cidadãos.

Eu não quero um país poluído com outdoors, muito menos amadores, mas acima de tudo não quero um país low cost ou um Presidente marca branca cuja poupança resulte numa visão «amadora» do futuro de Portugal.

Autor: Carlos Coelho, Presidente Ivity Brand Corp

Fonte: Revista Visão, Nº922 – 4 a 10 de Novembro

Cavaco Silva: “Podemos ser muito mais ambiciosos para o futuro”

Cavaco Silva comentou as relações entre Portugal e a China no âmbito da visita de Hu Jintao, Presidente da República Popular da China, destacando a amizade e a cooperação entre os dois países.

Cavaco acredita que a relação pode ser reforçada: “Os resultados conseguidos até agora têm sido muito positivos, mas ficou claro neste encontro que realizámos que podemos ser muito mais ambiciosos para o futuro”.

“No campo das relações económicas, as duas delegações reconheceram as possibilidades de aumentar significativamente as trocas comerciais, com um contributo para reduzir o desequilíbrio que neste momento se verifica entre as exportações e as importações entre os dois países”, declarou o Presidente português.

Cavaco Silva considerou a visita de Hu Jintao como “o sinal claro do empenhamento dos dois países no reforço das relações políticas, económicas e culturais”, uma relação bilateral que, para o presidente português, se caracterizam “há muito tempo pela amizade, pela cooperação e pelo respeito mutuo”.

As trocas comerciais entre a China e Portugal subiram este ano 40,70 por cento, entre Janeiro e Setembro de 2010, segundo dados oficiais chineses.

Nos primeiros nove meses deste ano Portugal importou da China bens no valor de 1,85 mil milhões de dólares (1,31 mil milhões de euros) contra compras chinesas de 546,9 milhões de dólares (388 milhões de euros).

No mesmo período, as exportações chinesas subiam 35,60 por cento, enquanto as vendas de Portugal aumentaram 61,40 por cento, em comparação com os nove primeiros meses de 2009.

Manuel Alegre: «Presidente devia ter convocado os partidos há mais tempo»

Manuel Alegre afirmou à SIC que “a situação é muito preocupante e eu acho que o senhor Presidente não está totalmente isento de responsabilidades”.

Justifica a sua afirmação acusando também Cavaco Silva de “uma pressão especulativa fortíssima, até indecorosa, sobre o país”, considerando que o “Presidente devia ter convocado os partidos há mais tempo”.

Para o candidato apoiado pelo PS e BE, o Presidente “devia ter acalmado vozes que lhe são próximas e que têm andado a fazer declarações muito alarmistas” e devia “ter-se abstido de fazer declarações que introduzem um elemento de discórdia”.

Manuel Alegre: «Acredito ser possível ganhar a um Presidente que se recandidata»

Manuel Alegre foi entrevistado na Antena 1 e reconheceu que Cavaco Silva é o seu grande adversário na corrida ao cargo de Presidente da República, apesar do mesmo ainda não ter formalizado a candidatura.

Admite que embora nunca na história da política portuguesa um Presidente que se recandidata tenha perdido, está confiante em seguir para a segunda volta com Cavaco Silva.

Manuel Alegre assume que a sua candidatura nasceu de vários apelos de movimentos cívicos e só posteriormente contou com o apoio do Partido Socialista e do Bloco de Esquerda.

Oiça na integra a entrevista realizada a Manuel Alegre: