Arquivo de etiquetas: Portugal

Marcelo Rebelo de Sousa pode ser candidato às Eleições Presidenciais 2016

Marcelo Rebelo de Sousa poderá ser candidato às eleições presidenciais 2016. Apesar de no início deste ano terem decorrido as presidenciais 2011, e ainda faltarem cinco anos para que exista uma nova eleição, alguns sociais-democratas já começaram a manifestar o seu apoio a uma possível candidatura do ex-líder do partido.

A pressão já está sobre Cavaco Silva, em Belém já se especula sobre o possível substituto do Presidente da República reeleito em Janeiro deste ano.

Mota Amaral (ex-presidente da Assembleia da República) e Guilherme Silva (vice-presidente da Assembleia da República) são duas figuras do PSD que já deixaram claro que apoiariam uma candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa à Presidência da República. O próprio já assumiu a ambição de ser candidato a Belém nas próximas presidenciais e avisou as hostes sociais-democratas: «Escolherei o momento e no momento escolhido decidirei se faz sentido ou não faz sentido».

Também existe a especulação de Durão Barroso, que termina o seu mandato de presidente da Comissão Europeia em 2014, poder vir a candidatar-se às presidenciais 2016. Barroso tem um grupo de fiéis apoiantes (que também esteve com ele no Governo) que o gostaria de ver em Belém.

Novo projecto: Política Portugal

Para dar continuidade ao Presidenciais.com foi criado o projecto Política Portugal.

Suportado pela mesma ideologia de aproximar os portugueses da política, este espaço pretende não só ser informativo mas também de partilha de opiniões. Qualquer cidadão pode expressar-se comunicando as suas ideologias e apresentando as suas soluções.

O Política Portugal é um projecto que, tal como o Presidenciais.com, não transmite cores partidárias. Somos acima de tudo, portugueses.

A equipa do Política Portugal está receptiva a sugestões, dúvidas e propostas, basta contactar-nos aqui.

Acompanhe o projecto no twitter e no facebook.

www.politicaportugal.com


Socialaicos – Rede Social Política

A Markup, agência de marketing e comunicação, desenvolveu a Socialaicos, a primeira rede social portuguesa dedicada à política.

Com o objectivo de promover o encontro entre políticos e cidadãos no nosso país, a Socialaicos disponibiliza ao utilizador a oportunidade de criar o seu próprio blog, expandindo a sua rede de contactos. Pode ainda juntar-se ou criar grupos onde partilha os seus ideais políticos e discute ideias e projectos.

Para aceder à rede social pode fazê-lo directamente com o seu login do Facebook e partilhar fotos, vídeos e outros conteúdos.

Adira agora à Socialaicos.

Crónica: O paradigma do coitadinho português

Li um artigo, não há muito tempo, que descrevia de forma exímia a governança que se pratica em Portugal, no que concerne à história das suas finanças, sejam elas públicas ou privadas. A história destas era cotejada com a de um toxicodependente que, e cito, “de irresponsabilidade em irresponsabilidade, consumindo sempre mais do que o que se tem, gastando e exigindo o dinheiro dos outros, sempre à beira da catástrofe mas beneficiando de uma sorte que chega com uma regularidade espantosa”, resume desta forma aquilo que o país tem vivido de há umas décadas a esta parte, primeiro com a abertura ao mercado externo no 25 de Abril, passando pela entrada na CEE em 1986, acabando na entrada em vigor do mercado único em 1993.

O paradigma do coitadinho português não é, certamente, um assunto novo. Não é um resultado da crise económica, mas sim da crise de valores. Ao coitadinho português sempre faltou um espírito capitalista, embora o Estado Novo tenha contribuído em larga escala para este comodismo instalado na sociedade, ao fechar os mercados, especialmente na metrópole. Não obstante, faltam ganas ao coitadinho português, e não são poucas.

É impreterível fomentar o investimento interno e externo no nosso país, condição fundamental para o fortalecimento e recrudescimento da nossa economia. Se por um lado, pouco apoio é dado a quem de cá pretende investir, lá fora, os poucos que se interessam, esbarram num país sem facilidades, com mão-de-obra pouco qualificada que já não é barata (agora que somos 27), um pacote de leis laborais desactualizado, rígido e burocrático e uma instabilidade política constante.

E daqui advém a verdadeira tónica deste espaço, as Presidenciais. Vejo o Professor Cavaco Silva como sendo a única escolha possível, não só porque acredito que seja o único com capacidade e responsabilidade para utilizar o seu conhecimento teórico e empírico eficazmente na posição à qual se recandidata, mas também pelo proletarismo inglório protagonizado pelos seus demais opositores progressistas. A esquerda que temos actualmente em Portugal, é a eterna detentora de ideais irrealistas, insustentáveis e puramente demagógicas, que marcam agressivamente um posicionamento trabalhista e operário, apenas comparado ao do eterno coitadinho português.

É impossível distribuir riqueza, sem a criar primeiro, e isto é algo que a esquerda portuguesa nunca irá entender.

E não é, com certeza, esta esquerda cega e surda, cujo único trunfo é incongruente entre as partes que o suportam, que vai significar uma melhoria no rumo a dar ao país. Cavaco Silva é a escolha certa e a sua oposição só veio desmentir que o todo, afinal, não é maior que a soma das suas partes.

Crónica: Questões à Candidatura de Cavaco Silva e Apoiantes

Portugal encontra-se numa situação muito difícil – défice orçamental, dívida externa, economia e desigualdades sociais. A esta situação fomos conduzidos por políticas erradas, de diversos governos (de todos os quadrantes), nos últimos 30 anos.

Fundamental agora, é procurar soluções e olhar para o futuro. Contudo, também, é importante saber com quem vamos. Vencer a grave crise exige visão, competência, muita capacidade de decisão, transparência e  particularmente, a credibilização da classe política. Porque a ultrapassagem da crise só se alcançará com a mobilização dos portugueses, dos agentes económicos, sociais e culturais e dos cidadãos em geral. O que pressupõe plena confiança nos responsáveis políticos.

Dos políticos no activo, Cavaco Silva é aquele que hà mais tempo desempenha altos cargos na governação e na presidência do país. Cavaco Silva está na política hà 30 anos, dos quais 1 como Ministro das Finanças, 10 como Primeiro Ministro e 5 como Presidente da República. Sobre esse longo percursso de gestão pública e a sua influência na génese dos problemas que hoje o país enfrenta, há muitas questões que interessa esclarecer. Eis algumas:

1. É ou não verdade que Cavaco Silva, como Ministro do Plano e das Finanças da AD, em 1980, fez uma política expansionista, em contraciclo, anulando os ajustamentos orçamentais conseguidos pelos Governos PS/CDS e de Nobre da Costa, em 1978/79,  provocando novos défices excecivos e a entrada do FMI, em Portugal, em 1983/85 ?

2. É ou não verdade que Cavaco Silva, como Primeiro Ministro (1985/95), adoptou políticas eleitoralistas, com o desregulamento do sistema remuneratório da administração pública, o aumento do peso do Estado, e défices que ultrapassaram 8% do PIB?

3. É ou não verdade que foram ex- Ministros de Cavaco Silva e pessoas que lhe eram próximas (Oliveira e Costa e Dias Loureiro) os responsáveis pela criação e gestão ruinosa (fraudulenta ?) da SLN/BPN provocando um “buraco” financeiro que vai custar milhões de euros aos portugueses?

4. Por exigência de transparência da vida pública, Cavaco Silva deve esclarecer a notícia do Expresso sobre negócio muito lucrativo (72 000 contos?) – para si e familiares -, realizado entre 2001 e 2003, com a compra e venda de acções ( não cotadas ) da SLN. Terá havido inside information, prática proibida por lei? Por outro lado, sendo Cavaco Silva um especialista em economia e finanças não saberia que o lucro proporcionado não tinha conrespondência em valorização sustentada das acções?

5. Cavaco Silva vem referindo – ultimamente com alguma frequência-, que diversas vezes avisou sobre a má rota económica e financeira que o país vinha trilhando, nos últimos anos. Há dias invocou um artigo que escreveu. Outros avisos terão sido feitos nos discursos protocolares do 25 de Abril e do 5 de Outubro ( suponho eu).

Questões:

– Estando o país em perigo de insolvência externa, é através de artigos de opinião e discursos que o Presidente da República actua?

– Convocou o Primeiro-Ministro e transmitiu-lhe, atempadamente, essas suas análises e receios?

– Dirigiu mensagem à Assembleia da República através da fórmula que a Constituição consagra?

-Convocou o Conselho de Estado para o efeito?

– Utilizou os poderes que a Constituição lhe confere no que respeita à dissolução da Assembleia e demissão do Governo?

Estas são, em nossa opinião, algumas das questões que Cavaco Silva deverá esclarecer para que os portugueses possam ajuizar sobre os méritos da sua recandidatura, capacidades e condições para ocupar o alto cargo da Presidência, nos tempos difíceis que o país vai enfrentar.