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Portugueses não acreditam nos políticos

Os eleitores portugueses concordam com o actual Presidente da República que afirmou estar apreensivo pelo “desprestígio da classe política e a impaciência com que os cidadãos assistem a alguns debates”.

As afirmações de Cavaco Silva vão ao encontro da opinião de 83% dos visitantes que responderam à questão que colocámos no Presidenciais.com, enquanto 17% discorda da opinião do candidato às Presidenciais 2011 apoiado pelo PS, CDS-PP e MEP.

O estudo foi realizado perante uma amostra de 59 eleitores na semana de 15 a 21 de Novembro.

“Presidente marca branca” por Carlos Coelho

Sempre que se aproxima um período eleitoral, o marketing e as marcas são assaltados pela propaganda política. Lembro que, nas últimas eleições legislativas, já em clima recessivo, assistimos a verdadeiras tournées da chamada «política espectáculo», em que se estreou o infeliz termos low cost: a arruada. Todos os candidatos, num exercício de desoriginalidade colectiva, se desdobraram em plantar cartazes pelo país, esperando que a dimensão e a quantidade dos mesmos lhes trouxessem a notoriedade e os votos para serem eleitos. A fraca adesão dos eleitores, registada nas últimas eleições, demonstrou que as práticas de comunicação dos partidos não estão a ter o efeito desejado, pelo que deverão ser repensadas, quer na forma quer nos conteúdos. A acrescer a este aspecto, a crise generalizada impõe disciplina na utilização dos recursos financeiros.

Neste enquadramento de mudança, já nas últimas campanhas começaram a ser usados argumentos anti-marketing. A utilização de meios humanos e técnicos profissionais para a criação e execução das campanhas foi considerada uma prática de gestão despesista. Foram apresentadas estratégias amadoras, onde tudo seria feito com a prata da casa por comités de «bitaqueiros» em sessões plenárias de «achómetros» – pois de publicitários e de loucos, diz o povo e pelos vistos acreditam os políticos, todos têm um pouco. Ingenuamente, creio, julgar-se-ia estar a inovar num tipo que marketing low cost, mas todos tivemos a oportunidade de constatar que se despenhou logo após a descolagem.

Foi com muita tristeza que voltei a ouvir dos diversos candidatos afirmações irresponsáveis em matéria de comunicação. Orgulhosamente proclamaram o não uso de outdoors (com uma firmeza técnica que a ser verdade destruiria este sector) e mais uma vez se apressaram a afirmar que não vão usar profissionais nas suas campanhas, como forma de poupar dinheiro ao País.

Pois eu gostaria de me revoltar contra este tipo de propaganda-poupança demagógica. Uma campanha tem como objectivo a divulgação e o esclarecimento de todos os portugueses de modo a que estes possam exercer a sua livre escolha e se sintam motivados para ir votar.

Todos os candidatos têm o dever e a obrigação de usar os recursos que lhes são disponibilizados para este exercício de comunicação que é absolutamente indispensável à democracia. O PR é a primeira marca de um país. E muito me entristece que as ideias dos candidatos assentem num futuro onde o amadorismo é considerado uma boa prática de gestão. Ou que a mensagem que passam é que as marcas deverão cortar em 50% no marketing com o pretexto de que tal não terá consequências na economia.

Se as marcas líderes fossem geridas desta forma demagógica, populista e irresponsável, nunca seriam «eleitas» pelos consumidores, acabando rapidamente por falir. Assim acontecerá à política, caso não acorde rapidamente para o fosse que a afasta dos cidadãos.

Eu não quero um país poluído com outdoors, muito menos amadores, mas acima de tudo não quero um país low cost ou um Presidente marca branca cuja poupança resulte numa visão «amadora» do futuro de Portugal.

Autor: Carlos Coelho, Presidente Ivity Brand Corp

Fonte: Revista Visão, Nº922 – 4 a 10 de Novembro

Manuel Alegre: “Futuro de Portugal joga-se a 23 de Janeiro”

Manuel Alegre não considera que as Eleições Presidenciais de 23 de Janeiro sejam apenas um mero acto eleitoral.

Segundo o candidato, “O que se joga a 23 de Janeiro é o futuro político do nosso país, é o modelo de sociedade“, advertiu, lembrando que a sua eleição ou a de Cavaco Silva terá uma grande influência na hipótese de existir uma crise política no próximo ano.

Cavaco Silva: “Podemos ser muito mais ambiciosos para o futuro”

Cavaco Silva comentou as relações entre Portugal e a China no âmbito da visita de Hu Jintao, Presidente da República Popular da China, destacando a amizade e a cooperação entre os dois países.

Cavaco acredita que a relação pode ser reforçada: “Os resultados conseguidos até agora têm sido muito positivos, mas ficou claro neste encontro que realizámos que podemos ser muito mais ambiciosos para o futuro”.

“No campo das relações económicas, as duas delegações reconheceram as possibilidades de aumentar significativamente as trocas comerciais, com um contributo para reduzir o desequilíbrio que neste momento se verifica entre as exportações e as importações entre os dois países”, declarou o Presidente português.

Cavaco Silva considerou a visita de Hu Jintao como “o sinal claro do empenhamento dos dois países no reforço das relações políticas, económicas e culturais”, uma relação bilateral que, para o presidente português, se caracterizam “há muito tempo pela amizade, pela cooperação e pelo respeito mutuo”.

As trocas comerciais entre a China e Portugal subiram este ano 40,70 por cento, entre Janeiro e Setembro de 2010, segundo dados oficiais chineses.

Nos primeiros nove meses deste ano Portugal importou da China bens no valor de 1,85 mil milhões de dólares (1,31 mil milhões de euros) contra compras chinesas de 546,9 milhões de dólares (388 milhões de euros).

No mesmo período, as exportações chinesas subiam 35,60 por cento, enquanto as vendas de Portugal aumentaram 61,40 por cento, em comparação com os nove primeiros meses de 2009.

Fernando Nobre: “Portugal ainda vai a tempo de resolver a sua situação sem recorrer ao FMI”

Fernando Nobre fez uma declaração de esperança afirmando que ainda acredita que Portugal possa resolver a sua situação sem ser necessária a intervenção do FMI: “A situação é preocupante, mas acredito que no nosso país temos economistas bem formados e competentes para resolver a situação mas, para tal, têm que se sentar à mesa e colocar os interesses da nação à frente de interesses partidários. Caso contrário, o nosso futuro não se avizinha nada risonho e será mais um enxovalho para Portugal”.

O candidato independente à Presidência da República admite estar preocupado com a revolta do povo: “Oiço alguns insultos, como todos os políticos querem é tacho, e isso deixa-me preocupado, que a opinião mais generalizada nos meios populares é que é para isso que a política serve”.