Arquivo de etiquetas: João Romão

Crónica: Resultado das Presidenciais 2011

Não me irei estender, e este texto servirá apenas para exprimir uma curta opinião sobre o resultado das presidenciais.

Venceu a razão. Cavaco, como seria expectável, ganhou e reforçou a sua vitória face a 2006.

A coligação socialista (PS), trabalhista (PCTP/MRPP) e não-democrática (BE) falhou redondamente.

Nobre vai desaparecer, por ora. Volta daqui a 5 anos.

Lopes não vai substituir Jerónimo. Também volta daqui a 5 anos.

Coelho não vai substituir Jardim. E não vai voltar.

E, afinal, quem é Defensor Moura?

Crónica: O paradigma do coitadinho português

Li um artigo, não há muito tempo, que descrevia de forma exímia a governança que se pratica em Portugal, no que concerne à história das suas finanças, sejam elas públicas ou privadas. A história destas era cotejada com a de um toxicodependente que, e cito, “de irresponsabilidade em irresponsabilidade, consumindo sempre mais do que o que se tem, gastando e exigindo o dinheiro dos outros, sempre à beira da catástrofe mas beneficiando de uma sorte que chega com uma regularidade espantosa”, resume desta forma aquilo que o país tem vivido de há umas décadas a esta parte, primeiro com a abertura ao mercado externo no 25 de Abril, passando pela entrada na CEE em 1986, acabando na entrada em vigor do mercado único em 1993.

O paradigma do coitadinho português não é, certamente, um assunto novo. Não é um resultado da crise económica, mas sim da crise de valores. Ao coitadinho português sempre faltou um espírito capitalista, embora o Estado Novo tenha contribuído em larga escala para este comodismo instalado na sociedade, ao fechar os mercados, especialmente na metrópole. Não obstante, faltam ganas ao coitadinho português, e não são poucas.

É impreterível fomentar o investimento interno e externo no nosso país, condição fundamental para o fortalecimento e recrudescimento da nossa economia. Se por um lado, pouco apoio é dado a quem de cá pretende investir, lá fora, os poucos que se interessam, esbarram num país sem facilidades, com mão-de-obra pouco qualificada que já não é barata (agora que somos 27), um pacote de leis laborais desactualizado, rígido e burocrático e uma instabilidade política constante.

E daqui advém a verdadeira tónica deste espaço, as Presidenciais. Vejo o Professor Cavaco Silva como sendo a única escolha possível, não só porque acredito que seja o único com capacidade e responsabilidade para utilizar o seu conhecimento teórico e empírico eficazmente na posição à qual se recandidata, mas também pelo proletarismo inglório protagonizado pelos seus demais opositores progressistas. A esquerda que temos actualmente em Portugal, é a eterna detentora de ideais irrealistas, insustentáveis e puramente demagógicas, que marcam agressivamente um posicionamento trabalhista e operário, apenas comparado ao do eterno coitadinho português.

É impossível distribuir riqueza, sem a criar primeiro, e isto é algo que a esquerda portuguesa nunca irá entender.

E não é, com certeza, esta esquerda cega e surda, cujo único trunfo é incongruente entre as partes que o suportam, que vai significar uma melhoria no rumo a dar ao país. Cavaco Silva é a escolha certa e a sua oposição só veio desmentir que o todo, afinal, não é maior que a soma das suas partes.

Cronista: João Romão (CDS-PP)

João Romão tem 22 anos, é militante do CDS-PP pela Concelhia da Amadora e é o novo cronista do projecto.

Jovem mobilizador da sua ideologia político-funcional, acreditanto veemente no que acha ser uma opção melhor e acertada para Portugal.

Licenciado em Informática e Gestão de Empresas, estudou em Inglaterra e realizou um ano do seu mestrado no sul do Brasil, no estado de Santa Catarina.

Actualmente termina o Mestrado em Informática e Gestão, defendendo na sua tese a importância da avaliação e acompanhamento de estratégias organizacionais.

Simultaneamente, desempenha as funções de consultor com foco nas áreas de Risco, Compliance e Gestão de Fraude.