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Crónica: Sprint Final

10 metas:

1 – Para Coelho: Será que consegue encontrar Cavaco Silva durante a Campanha?

2 – Para Coelho: Será que o tempo de Antena será alterado?

3 – Para Defensor de Moura: Será que terá esta semana o 1º dia de campanha sem dizer mal de Cavaco Silva?

4 – Para Defensor de Moura: Conseguirá Defensor de Moura aguentar a candidatura até ao fim?

5 – Para Francisco Lopes: Será que Francisco Lopes conseguirá sorrir para as Câmaras de TV numa acção de campanha?

6 – Para Fernando Nobre: Será que Fernando Nobre continuará a sorrir com as sondagens que surgirão esta semana?

7 – Para Fernando Nobre: Será que Mário Soares, vai finalmente aparecer na sua campanha?

8 – Para Cavaco Silva: Será que Cavaco Silva vai conseguir Ganhar à 1ª volta?

9 – Para Cavaco Silva: Se ganhar à 1ª será que consegue ultrapassar o score da reeleição de Jorge Sampaio 56%?

10 – Será que no dia 23 de Janeiro José Sócrates vai estar ao lado Manuel Alegre na noite eleitoral?

Crónica: 0% de interesse no arranque da campanha eleitoral

Arranca hoje oficialmente a campanha eleitoral para as presidenciais 2011, no fundo faltam 14 dias até às eleição do Presidente da República, os candidatos deverão intensificar os contactos com as populações e as acções políticas. A pré-campanha tem sido extremamente envolta em nuvens de suspeitas, entre BPN e BPP, entre acusações a Cavaco e Alegre com uma grande diferença: só Alegre atacou directamente Cavaco Silva (depois da “lebre” de nome Defensor de Moura).

Alegre precisava como disse aqui no último artigo de um Coelho para tirar da cartola, não o candidato Coelho, mas sim, um que permitisse recuperar a desvantagem depois de um mau debate com Cavaco Silva. Optou por retirar o tema a Defensor de Moura, optando pela campanha da suspeição e da acusação.

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Crónica: O Coelho que saiu da Cartola

I – O próprio

Os 5 candidatos inicialmente previstos, afinal transformaram-se em 6, José Manuel Coelho, militante do PND/Madeira e ex-deputado. Os debates acabaram e o previsível e já anunciado por Cavaco Silva aconteceu, a antecipação dos debates antes da confirmação da aceitação de candidatura do Tribunal Constitucional constituiu uma precipitação que criou logo à partida uma entropia democrática. Existem hoje confirmados mais candidatos que os previstos, mas também podia ter acontecido que candidatos previstos não tivessem formalizado correctamente a sua candidatura. Este Sexta candidato apresenta-se não como um representante de uma candidatura de direita, de acordo com o posicionamento do PND, nem regional, pela origem do candidato, mas sim como uma candidatura anti-sistema. Para mim é mais uma antecâmara para as eleições Regionais que decorrem na Madeira em Outubro deste ano.

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Crónica: As reeleições

As reeleições Presidenciais ocorreram até ao momento com Mário Soares em 1991 e Jorge Sampaio em 2001. A lógica sequencial aritmética da década aponta para a reeleição de Cavaco Silva em 2011, mas a lógica de origem partidária não: tanto Mário Soares, como Jorge Sampaio são ex-líderes do PS e a hipóteses de reeleição de Cavaco Silva aponta para a primeira reeleição de um líder de Centro Direita. Mas, se é verdade que isto tira argumento a todos aqueles que do lado do PS, como Manuel Alegre vêem agora dizer que apenas querem fazer um mandato, também é verdade que as reeleições não tomaram sempre o mesmo caminho.

Começando por Mário Soares em 1991, nestas eleições contou com o apoio do então Primeiro-Ministro Cavaco Silva que apoiou a sua reeleição, acabando Mário Soares por ser reeleito com uns esclarecedores 70% de votos, trataram-se de umas eleições sem história com o 2º lugar a ser ocupado por Basílio Horta do CDS/PP que não foi além dos 14% e o terceiro por Carlos Carvalhas com 13%.

Já a recandidatura de Jorge Sampaio, em 2001 contou com uma candidatura de contrário de centro direita, encabeçada pelo Engenheiro Ferreira do Amaral que apesar do 55% do primeiro, conseguiu 35% dos votos, o terceiro posto coube ao candidato do PCP, António Abreu que não foi além do 5%.

Esta eleição reúne algumas particularidades, a trilogia de candidatos de origem no PS/BE e o candidato do PCP. Sem apoio directo do Primeiro-Ministro no poder, o que até lhe é favorável, mas com um candidato oficial do PS que não conta com o apoio total do partido, nem sequer do secretário-geral. Temos ainda o constrangimento pessoal de Manuel Alegre que não pode radicalizar o discurso afastando-se do Governo, por via do apoio do BE, nem preconizar a defesa do Governo, pelo desagrado do País e do BE.

Tudo aponta por isso para uma eleição em que talvez ainda possam existir desistências de Defensor de Moura e/ou Fernando Nobre, pois só desta forma poderá existir dicotomia e centralização do debate, mas tudo aponta para um resultado próximo da reeleição de Jorge Sampaio, com Cavaco Silva a rondar os 55% e o Manuel Alegre os 35%.

O que está no entanto em causa é muito mais do que uma simples coincidência estatística, o que está em causa é a capacidade de cooperar com o Governo democraticamente eleito e de cor partidária diferente. Veja-se como Mário Soares tentou manchar a 2ª maioria absoluta de Cavaco Silva e como Jorge Sampaio resolveu a Coligação também ela formando uma maioria absoluta PSD/CDS em 2004.

Cavaco Silva é acusado por muitos de que podia fazer mais, podia e devia, inclusivamente podido, derrubar o governo 6 meses depois de este ser eleito… mas Cavaco Silva é um defensor da estabilidade do País e estabilidade é o que o País mais precisa neste momento.

Por isso a sua reeleição é expectável e desejável e apesar de todo o respeito por todos os outros candidato não se vislumbram alternativas à esquerda apesar da variedade.

Crónica: Uma Maioria sólida, Um Governo Competente, Um Presidente: Cavaco Silva!

Nunca com hoje, estamos tão próximos dos desígnios de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa: Uma Maioria sólida, Um Governo Competente, Um Presidente. Ontem no dia (04/10) que se assinalou o 30 anos da morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa, foram evidentes os sinais de aproximação entre os dois partidos: PSD e CDS. Todas as sondagens recentes apontam para o limiar da maioria absoluta do PSD e alguns perguntar-se-ão do porquê desta insistência para o alargamento dessa maioria, definia com 2 ordens: 1ª táctica, para evitar a dispersão de votos e a 2ª a mais importante: uma resposta à altura do actual estado do País. Por tudo isso só um governo com mais de 50% da votação poderá garantia a força necessária para a aplicação de medidas verdadeiramente reformistas.

A necessária reeleição de Cavaco Silva, representa um passo importante desse caminho, só ele poderá garantir a independência necessária a todos aqueles que se sentem preocupados com a nova AD, Cavaco Silva, segundo os estudos de opinião agrada a muito eleitores tipo do PS e é por isso que uma eleição acima do 60% será com toda a certeza um sinal de força para um Presidente que irá representar os interesses de todos os Portugueses.

Sá Carneiro ontem como hoje representa uma importante carga genética do PSD, que só Cavaco Silva compete, pois dentro do PSD é o único que representa:

Uma Maioria Sólida, Um Governo Competente, Um Presidente: Cavaco Silva!