Arquivo de etiquetas: eleicoes portugal

Manuel Alegre quer ganhar para ficar só cinco anos

Manuel Alegre concorre à Presidência da República para um só mandato. Este é o desejo do candidato apoiado por PS e Bloco de Esquerda que declarou querer vencer as Eleições Presidenciais 2011 para ficar apenas cinco anos no Palácio de Belém.

“É pelo menos o meu desejo”, confessou Manuel Alegre que está confiante que dificilmente terá menos votos do que nas Presidenciais 2006, apesar de as sondagens não lhe serem favoráveis.

Crónica: O voto de protesto em Portugal

O Manuel João Vieira, uma vez mais, está a tentar conseguir as assinaturas para ser candidato à Presidência da República.

No Facebook os apoiantes multiplicam-se mas as assinaturas rareiam. O que é uma pena. Estou convencido que teria uma votação surpreendente. O voto de protesto, alguma abstenção e o eleitorado mais jovem e mais urbano poderiam ter no “Candidato Vieira” uma hipótese de se fazer ouvir.

Bem sei que em Portugal não existe esta tradição, ao contrário do que acontece em diferentes países europeus ou no Brasil (Eneias ou Tiririca são disso bom exemplo), de forte componente humorística e representativa do voto de protesto.

Seria interessante até para perceber o que vale, na realidade, o voto de protesto em Portugal. Era um bálsamo para uma campanha eleitoral que aparenta vir a ser muito cinzenta.

Alegre acredita que pode disputar segunda volta com Cavaco

Manuel Alegre está convencido de que é possível conseguir levar Cavaco Silva à segunda volta das Presidenciais 2011 e vencê-lo.

O candidato presidencial do PS e BE fez um apelo a todos os membros que incorporam a sua Comissão Política para que procurem promover as Eleições Presidenciais em todas as intervenções públicas que façam. Esta é a receita que Alegre acha precisar para conseguir impedir a reeleição de Cavaco.

A Comissão Política da candidatura de Manuel Alegre integra dirigentes do PS, do Bloco de Esquerda, da Renovação Comunista e independentes do Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC).

Alegre destacou “a grande variedade e qualidade” dos elementos que fazem parte da sua Comissão Política e acrescentou que “Fora desta candidatura, estas pessoas têm posições políticas muito diferentes. Mas aqui houve uma grande convergência quanto ao reconhecimento da importância desta candidatura e do apoio a esta candidatura”.

Manuel Alegre pede ajuda aos dirigentes do PS

Manuel Alegre percebeu que sozinho dificilmente vencerá Cavaco Silva e por isso pediu aos dirigentes do Partido Socialista que se envolvessem mais na sua campanha à Presidência da República.

O candidato apoiado pelo PS e BE, confessa que acha estar em melhores condições do que nas últimas eleições (Presidenciais 2006) justificando-se pelo forte apoio partidário que tem.

Agradeceu ainda aos apoios que tem recebido “Vejo que os socialistas militantes, os socialistas da base, os autarcas, por todo o lado onde tenho estado estão comigo e têm respondido à chamada”.

Ainda assim, Alegre pediu mais cooperação por parte de “alguns dirigentes” para entrarem “neste combate”.

Há dirigentes do partido que têm as suas responsabilidades, têm que falar, têm que se comprometer, porque este combate não é só meu, não é só dos militantes, é de todos“, acrescentou.

O candidato presidencial concluiu: “A obrigação de alguns dirigentes do PS é envolverem-se nesta campanha, porque isto é um combate muito importante pelo futuro desta democracia. Do PS e de todos, de toda a esquerda e não só, de muita gente que quer uma democracia com direitos sociais, com serviços públicos e um projecto humanista e solidário para Portugal”.

Francisco Lopes: “É um escândalo retirar ou diminuir o abono de família”

Francisco Lopes não poupou críticas à forma como o Estado quer equilibrar as contas públicas, particularmente ao fazer cortes consideráveis nos apoios sociais.

O candidato do PCP considerou chocantes as decisões incluídas neste Orçamento de Estado: “Tudo o que seja eficácia e rigor é naturalmente correcto, mas não estamos perante isso”.

O comunista acrescentou ainda que “estamos perante uma política premeditadamente levada a cabo para tirar apoios que são fundamentais a grande parte da população”.

O maior escândalo apontado por Francisco Lopes foi “o congelamento das pensões, algumas inferiores a 200 euros”, mas foi também peremptório ao reprovar os cortes “no complemento solidário para idosos e no abono de família”.

“É um escândalo retirar ou diminuir o abono de família para um milhão e 400 mil famílias. Significa criar novas áreas de pobreza e empurrar os que já são pobres para níveis mais gravosos de empobrecimento”, acrescentou o candidato às Presidenciais 2011, antes de concluir “não deixa de ser chocante que os cortes estejam a ser feitos para aumentar o lucro de grandes grupos económicos e a especulação financeira”.