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Luís Botelho convida candidatos para jantar-debate

Luís Botelho, responsável geral do partido político Portugal pró Vida, que viu a sua candidatura rejeitada pelo Tribunal Constitucional e seguidamente recusado o recurso para a readmissão da mesma, enviou um convite a todos os seis candidatos às Presidenciais 2011 para um jantar-debate.

Ainda não se sabe novidades relativas à aceitação ou não deste convite, mas Luís Botelho realizou-o por não se conformar com “o rigorismo anti-democrático” na decisão do Tribunal Constitucional.

Leia em seguida o convite endereçado a Cavaco Silva, Defensor Moura, Fernando Nobre, Francisco Lopes, José Manuel Coelho e Defensor Moura.

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Crónica: Frente-a-frente, a tecnocracia e o humanismo militantes

Finalmente, o debate que se aguardava; Nobre ante Cavaco, demonstrando-se que um bom político faz-se da humanidade e da solidariedade de compaixão, pelos que sofrem e não do autismo tecnocrata, submisso aos números e a uma só verdade transitória, que desconhece a verdade do sentir das pessoas, por se apoiar em manuais desajustados da realidade presente, nos quais não se escreve o valor incomensurável de cada vida humana!

Cavaco falou acomodado ao sistema, que nos conduziu à crise e vive dela, porque tudo é uma oportunidade de negócio, e isto foi para o que formataram a cabeça destes técnicos académicos, que não conseguem pensar fora dos livros, que memorizaram!

Nobre falou da alteração de atitudes e da condenação da lógica, que maltrata o povo submisso por gerações a fio, para afirmar que o mais importante são as pessoas e a sua felicidade, através da justa repartição de recursos! Não podemos ter alguns privilegiados com muito, extraído de uma maioria com pouco!

Cavaco é partidário da manutenção dos estatutos injustos e da tradição imposta ao acto político, para se fazer sempre como se fez; por isso quer aprovar qualquer Orçamento, porque os orçamentos são para se aprovarem, sejam péssimos ou não, numa lógica de afirmação dos que mandam, como querem os interesses minoritários! Por causa disto, tem feito um discurso de contradições, quando refere que promulga, mas não concorda, quando faz um veto político, sem pedir fiscalização constitucional preventiva de diplomas anti-constitucionais, como de resto o próprio representante da República para as regiões autónomas, ou quando promulga com dúvidas; queremos ver a continuidade disto, quando aprovar o Orçamento, que diz desconhecer, mas que o obrigou a manter semanas de conversação com os Partidos, no sentido da sua viabilização, apesar de o considerar mau, ou quando aprovar as alterações à Lei laboral, apesar de dizer que está contra a alteração do regime de contratação e despedimento e contra o despedimento sem justa causa, que o PSD dirigente defende agora!

Nobre responde a isto com a pergunta; “que linguagem é esta?”; ele não defende o politiquês, habitual na geração de políticos, que não querem exercer o Poder, que escolheram e definiram constitucionalmente, para favorecer o povo, que os contrata e paga! Nobre não quer cumprir a tradição, que sacrifica sempre os mais frágeis e os mantém sempre pobres, na expectativa triste e resignada de dias melhores, na esperança de uma alma boa que os salve! O médico humanitário defende que não se pode dar a um doente, um medicamento que o prejudique, e este Orçamento péssimo devia ter sido revisto, no contexto de uma dialéctica de avaliação de prioridades de corte das despesas, colocando o Presidente da República numa postura de regulador e corrector do exercício governativo, em favor da cura do doente; não se pode dar veneno a quem se diz que se quer curar, porque é uma pura traição!

No que toca a salvar pessoas, nas missões mais difíceis e de maior risco, de onde os políticos tradicionais se arredam, Nobre demonstrou que isso lhe foi solicitado, confiado e atribuído por um ministro de Cavaco, que também lhe agradeceu, quando teve de ir ao Iraque, resgatar Portugueses da guerra! Nobre conseguiu mostrar a sua profunda indignação, contra o autismo de uma elite caduca, partidária do mando ditatorial, sem sensibilidade social e favorecedora da tradição liberalizadora da ganância, do neo-capitalismo!

O problema de Portugal é isto; temos técnicos, sem capacidade para lidar com pessoas, com um grande complexo de arrogância e superioridade, por terem interiorizado a importância do seu estatuto sócio-económico e o sentimento de segregação social das elites, ao estilo da sociedade medieval de senhores e escravos, que continua a afirmar o orgulho da supremacia de classes! Nobre é o exemplo acabado de que um técnico só será bom político, depois de ter caminhado entre os mais pobres, para poder experimentar a sensação do sofrimento alheio e poder adoptar uma postura amiga de ajuda humanitária e de constante luta contra o sofrimento, que os maus políticos desencadeiam. Que se fez ao serviço cívico pré-universitário, que devia ter sido institucionalizado nos estágios profissionais pós-universitários? As causas solidárias e humanistas do altruísmo social ficam sempre reduzidas à velha lógica da esmola episódica, que, contudo, alguns transformam em missão de vida, a ajudar os outros!

Como se pode servir bem, quem não incluímos na nossa realidade de desafogo e maior felicidade e como podemos ser bem servidos, por quem se julga superior e não sofre um décimo, daquilo que manda sofrer aos outros? Nós precisamos de políticos que tenham como missão ajudar-nos e proteger-nos da má-fé dos gananciosos.

Do que se conhece dos dois candidatos, é fácil saber o que a inteligência do voto deve escolher. Teremos um povo eleitor maioritariamente inteligente? Estarão dentro dos abstencionistas crónicos e nos que preferem as soluções minoritárias?

Enquanto Alegre e Moura, igualmente representantes do sistema que nos governa, querem concentrar os votos dos clubistas socialistas, aglutinando esquerdistas (Bloquistas, Alegristas e Anistas) e pseudo-moderados (liberais que Moura não quer que se abstenham), Cavaco representa a institucionalização do sistema de criação de crises, que ilude os eleitores, e Nobre não terá ainda um povo suficientemente acordado e crítico, que lhe dê a confiança, mas será um candidato vencedor, para quando Cavaco terminar o segundo mandato, depois de mais uma desilusão merecida! Nisto, os candidatos de aparelhos partidários fechados no fundamentalismo intelectual das doutrinas, passam despercebidos do centro das atenções!

Num tempo de clara contradição ideológica dos Partidos governativos e no fim de um historial governativo, de ideologias capitalistas liberalistas da ganância financeira, Cavaco representa a acomodação ao primitivismo do Poder, das elites económicas do sistema medieval de incrementação dos maus caracteres, enquanto Nobre representa o esforço anti-sistema, contra a hipocrisia altiva das elites dirigentes, sonhando em conseguir a evolução mental da humanidade e materializando o “Imagine” de John Lennon!

Falta-nos apenas saber, como se irá comportar Nobre, se forçar uma segunda volta das Presidenciais…; a quem dará o seu apoio, caso passem Cavaco e Alegre? Se não der a nenhum, consolida a sua posição para o futuro!

Debates televisivos das Presidenciais 2011

Os candidatos à Presidência da República aceitaram participar numa série de debates televisivos. Cavaco Silva, Manuel Alegre, Fernando Nobre, Francisco Lopes e Defensor Moura vão defrontar-se entre si, em debates a dois, num formato de frente-a-frente.

O modelo e as regras vão ser definidos pelos canais televisivos numa reunião que vai ocorrer na próxima semana e em que deverá ser feito o sorteio dos debates. Os candidatos terão depois de se pronunciar até chegar a um modelo de debate final.

Cavaco Silva preocupado com o desprestígio dos políticos

Cavaco Silva revelou esta noite na página oficial da sua candidatura no facebook, que está apreensivo relativamente à imagem que os portugueses têm dos políticos.

Começou por reafirmar a sua posição como Presidente que se empenha pela “promoção da estabilidade e pela afirmação de uma cultura de diálogo e de compromisso por parte das forças políticas e dos agentes económicos e sociais. Estas exigências são particularmente intensas nos tempos difíceis em que vivemos.”

Concluiu com uma outra mensagem onde afirmava que “A actuação do Presidente da República não pode contribuir para o espectáculo público de cinismo ou de agressividade, vejo com muita apreensão o desprestígio da classe política e a impaciência com que os cidadãos assistem a alguns debates.

No dia 23 de Janeiro decorre a primeira volta das Eleições Presidenciais 2011 e, segundo as sondagens, Cavaco segue isolado para a vitória.

Brasil vota hoje no vencedor das Eleições Presidenciais

Hoje é o dia dos eleitores brasileiros irem às urnas votar no sucessor de Lula da Silva para ocupar o cargo de Presidente.

Depois de uma primeira volta que não deu maioria absoluta a nenhum dos candidatos, Dilma Rousseff com 46,91% e José Serra com 32,61% disputam hoje as atenções nos boletins de voto.

Todas as sondagens apresentadas indicam que a candidata Dilma do Partido Trabalhista deverá sair vencedora da corrida eleitoral.

O último debate foi palco para os candidatos darem um último apelo aos eleitores indecisos, apresentando os seus projectos e evitando ataques mútuos.

A mais recente sondagem revelada pelo instituto Datafolha diz que cerca de 4% dos eleitores brasileiros estão indecisos e dá uma diferença de dez pontos percentuais entre Dilma e Serra.