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Crónica: Memórias nem sempre Alegres

A pouco mais de 2 semanas das eleições presidenciais, a (pré) campanha subiu de tom e, manifestamente, baixou de interesse.

Quando todos esperávamos que se debatesse os temas que realmente interessam aos portugueses, somos confrontados com fait-divers que somente interessa a quem nada de interessante tem para dizer.

Manuel Alegre foi entrevistado na RTP1 e, uma vez mais, aos costumes disse, nada!

Mas houve algo que pela primeira vez ficou bem claro, algo que até então se percebia somente nas entrelinhas, Alegre é uma marioneta nas mãos de Louça, que divide os cordelinhos com Sócrates.

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Crónica: Perceber um candidato e escolher um Presidente

Os economistas românticos acreditam sempre que a generalidade dos empresários financeiros gostam de ajudar os necessitados…! Os psicólogos sabem que a motivação empresarial é quase sempre egoísta, mas o mundo académico das técnicas institucionais, sob o isolamento das especialidades, formata os menos pensantes a regras autistas, favorecedoras dos interesses dominantes nas cúpulas hierárquicas do Poder, que se transfere, cada vez mais, para a economia, por submissão ideológica dos representantes políticos, rendidos ao suborno do liberalismo capitalista.

Se uma família, depois de fazer face à sobrevivência e ao conforto mínimo, consegue poupar, a sua capacidade máxima de aquisição de bens acessórios faz-se do somatório das prestações, que deve ser inferior ao montante que se poupava regularmente, depois de satisfeita a sobrevivência e conforto mínimo; porque deve haver sempre uma poupança de valor absoluto, para fazer face a imprevistos. O maior imprevisto é a forte redução de receita, com a perda da fonte de rendimento; em termos individuais é a perda de emprego e em termos colectivos é a perda de clientes!

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Crónica: Hoje somos todos José Manuel Coelho

Então um site de esquerda apoia o José Manuel Coelho?”, é a interrogação que mais temos recebido a propósito da petição lançada pelo vermelhos.net com o lema “Todos os candidatos têm direito ao espaço público informativo”.

Compreendemos a questão que nos é colocada, mas essa incompreensão revela também como é difícil para alguns separarem as suas convicções político-ideológicas particulares daquilo que são os valores fundamentais da democracia. E o que aconteceu com a decisão de excluir José Manuel Coelho dos debates foi um acto anti-democrático que, agora que se confirma a candidatura do mesmo, tem de ser corrigido.

Também já nos foi colocada a situação de Luís Botelho Ribeiro, que continua a pugnar pela admissão como candidato, e, como é óbvio, tudo o que dizemos em relação a JM Coelho aplica-se a quem mais venha a validar a candidatura.

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Crónica: Uma Nobre Desilusão

Devo confessar que tinha algumas expectativas na candidatura de Fernando Nobre, por contraponto às restantes candidaturas da área da esquerda política. Em primeiro lugar porque, ao contrário de Manuel Alegre em 2006, era uma candidatura protagonizada por uma figura exterior à classe política, apesar da recorrente questão da simpatia da ala soarista do PS (e do próprio Mário Soares). E em segundo lugar, estava perante uma personalidade que, dada a sua experiência riquíssima dentro da AMI, parecia trazer consigo alguma sabedoria sobre o que move a verdadeira vox populi nestes tempos de crise, as angústias, os receios do futuro, os erros passados…nesta dinâmica de emoções, achei que estávamos perante um candidato que como poucos saberia compreender toda envolvência da crise que nos rodeia, e de como a ambiguidade e em alguns casos a falácia do discurso político contribui sobremaneira para a criação de uma atmosfera negativa na sociedade em geral, e para a criação de uma espiral de efeitos imprevisíveis. Fernando Nobre parecia ser o candidato que, tendo contactado com cenários na realidade nacional e internacional onde tais sentimentos emergiram (e emergem), poderia contribuir para uma voz de orientação respeitada por todos. Não sendo o meu candidato, acreditava com alguma certeza das benfeitorias que a sua candidatura poderia trazer para uma dinâmica de afirmação pela cidadania que o povo português necessita cada vez mais de cultivar, e que se apresentava em contraste com um quadrado algo indefinido de Manuel Alegre, que sendo um indiscutível defensor desta causa, tem por vezes dificuldade em afirmá-la de forma positiva.

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Crónica: A insustentável leveza das convicções de Alegre

Os debates televisivos entre os candidatos à presidência da república, permitiram confirmar algo que já aqui havia dito, as eleições resumem-se à luta entre Cavaco e Alegre.

Os restantes candidatos limitam-se a cumprir calendário, a fazer o frete e, como Marcelo disse, e bem, a serem candidatos anti-candidatos.

Fernando Nobre é anti-candidato de Alegre, Defensor Moura é anti-candidato de Cavaco, Francisco Lopes é anti-candidato de qualquer coisa e José Manuel Coelho é anti-candidato de tudo e mais alguma coisa.

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