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[Debate] Cavaco Silva – Manuel Alegre

Data: 29 de Dezembro de 2010

Horas: 20h50m

Canal Televisivo: RTP

Moderadora: Judite de Sousa

Candidatos intervenientes:

Cavaco Silva – actual Presidente da República desde 2006, apoiado pelo Partido Social Democrata, pelo CDS – Partido Popular e pelo Movimento Esperança Portugal

Manuel Alegre – candidato apoiado pelo Partido Socialista, pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Democrático do Atlântico

Em directo:

20h50 – Começa o debate.

Cavaco Silva – …

Manuel Alegre – …

Crónica: Uma Maioria sólida, Um Governo Competente, Um Presidente: Cavaco Silva!

Nunca com hoje, estamos tão próximos dos desígnios de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa: Uma Maioria sólida, Um Governo Competente, Um Presidente. Ontem no dia (04/10) que se assinalou o 30 anos da morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa, foram evidentes os sinais de aproximação entre os dois partidos: PSD e CDS. Todas as sondagens recentes apontam para o limiar da maioria absoluta do PSD e alguns perguntar-se-ão do porquê desta insistência para o alargamento dessa maioria, definia com 2 ordens: 1ª táctica, para evitar a dispersão de votos e a 2ª a mais importante: uma resposta à altura do actual estado do País. Por tudo isso só um governo com mais de 50% da votação poderá garantia a força necessária para a aplicação de medidas verdadeiramente reformistas.

A necessária reeleição de Cavaco Silva, representa um passo importante desse caminho, só ele poderá garantir a independência necessária a todos aqueles que se sentem preocupados com a nova AD, Cavaco Silva, segundo os estudos de opinião agrada a muito eleitores tipo do PS e é por isso que uma eleição acima do 60% será com toda a certeza um sinal de força para um Presidente que irá representar os interesses de todos os Portugueses.

Sá Carneiro ontem como hoje representa uma importante carga genética do PSD, que só Cavaco Silva compete, pois dentro do PSD é o único que representa:

Uma Maioria Sólida, Um Governo Competente, Um Presidente: Cavaco Silva!

Crónica: Continuidade ou ruptura?

As sondagens divulgadas nos últimos dias retratam uma evidência do Portugal democrático, que é o facto de o presidente em exercício recolher a maioria das intenções de voto. Tanto assim tem sido, que por norma os desafiantes ao segundo mandato ou são soluções de recurso para os partidos, ou são pré-candidaturas para confirmação daí a cinco anos.

Com a excepção de 1980, em que a direita revanchista apresentou a forte candidatura do general Soares Carneiro, (o que levou a uma união PS/PCP pela reeleição de Eanes), em 91 foram Basílio Horta (CDS) e Carlos Carvalhas (PCP) a contestarem sem sucesso a reeleição de Soares, e em 2001 Ferreira do Amaral (PSD), António Abreu (PCP) e Fernando Rosas (BE), a manifestarem oposição ao bis de Jorge Sampaio, que reuniu o pleno da esquerda na primeira eleição (ver outros candidatos aqui).

A reeleição do Presidente da República é, pois, uma não notícia, sendo então a putativa notícia a apresentação de um candidato forte, que colocasse em questão o plebiscito. Com um governo PS, poder-se-ia pensar que tal aconteceria em 2011, mas as circunstâncias particulares rapidamente afastaram essa hipótese. Mergulhado nas suas intrínsecas teias, Sócrates quis tudo menos abrir uma nova frente de batalha, e por isso aceitou, sem convicção, Alegre como o representante da área socialista.

Antes de dar tempo ao PS, o Bloco de Esquerda jogou a sua cartada, capturando Alegre como o candidato da esquerda contra o neo-liberalismo. E assim Alegre se viu triste (ignóbil trocadilho), perdendo a força da voz livre que teve na primeira candidatura. Não esquecendo que, nessa circunstância, a força lhe foi dada pelo seu partido, ao recusar-lhe o apoio, optando pelo remake (em farsa) de Soares.

No actual cenário, e podendo ter optado por uma solução mais forte, o PCP avançou com Francisco Lopes, um dirigente desconhecido do eleitorado, e com uma campanha, até à data, conduzida para o voto militante.

Lembrando que BE e PCP nunca equacionaram uma candidatura comum, dificilmente ganhadora, mas que expressasse nas urnas uma vontade de ruptura com o centrão, que governa o país há mais de três décadas.

Fernando Nobre, o possível outsider, não conseguiu ainda qualquer protagonismo, percorrendo o país há um par de meses sem reflexo no seu resultado nas sondagens ou na arena mediática.

Para um eleitor de esquerda (e permitam-me recordar o meu apoio crítico a Nobre), estas presidenciais arriscam-se a ser um doloroso manual do que não se deve fazer, quando se tem como objectivo a vitória, ou, no mínimo, uma campanha mobilizadora e recrutadora de forças para a luta contra os sucessivos PEC’s.

Concluindo daqui que, à esquerda, os protagonistas envolvidos procuraram mais o protagonismo das suas particulares bandeiras do que uma verdadeira alternativa ao presidente em exercício (e ex-longo-primeiro-ministro), que é um dos principais responsáveis pelo estado da nação.

Esperemos que a campanha eleitoral traga debate positivo, que leve os cidadãos a uma reflexão sobre quem de facto querem na presidência da república. Um situacionista ou uma mudança de paradigma?

www.vermelhos.net

Ribeiro e Castro só decide em Outubro

Ribeiro e Castro, numa entrevista concedida à SIC Notícias, deixou claro que não quer interferir na decisão que o CDS deve tomar quanto ao candidato a apoiar nas Presidenciais 2011. Afirmou ainda, que vai reflectir até meados de Outubro sobre uma possível candidatura à Presidência da República.

Ribeiro e Castro – membro do CDS – Partido Popular

PS e PSD acordam em proceder a cortes financeiros nas campanhas

Embora tenham rejeitado as sugestões feitas pelos pequenos partidos, em relação à redução de subvenções públicas, PS e PSD concordam com a existência da necessidade de efectuar cortes no financiamento das campanhas para as Presidenciais.

As propostas apresentadas pelo BE, PCP e CDS , debatidas na assembleia da república, acabaram sendo declinadas pelo PS e PSD. Os dois partidos não concordaram com as medidas propostas, mas ainda assim prometeram debruçar-se sobre o estudo do assunto, de forma desenvolver uma resposta eficaz à necessidade de redução do financiamento das campanhas, tento por objectivo  atenuar certos gastos dispensáveis que, em tempo de crise, não podem nem devem ser tolerados.