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Crónica: Hoje somos todos José Manuel Coelho

Então um site de esquerda apoia o José Manuel Coelho?”, é a interrogação que mais temos recebido a propósito da petição lançada pelo vermelhos.net com o lema “Todos os candidatos têm direito ao espaço público informativo”.

Compreendemos a questão que nos é colocada, mas essa incompreensão revela também como é difícil para alguns separarem as suas convicções político-ideológicas particulares daquilo que são os valores fundamentais da democracia. E o que aconteceu com a decisão de excluir José Manuel Coelho dos debates foi um acto anti-democrático que, agora que se confirma a candidatura do mesmo, tem de ser corrigido.

Também já nos foi colocada a situação de Luís Botelho Ribeiro, que continua a pugnar pela admissão como candidato, e, como é óbvio, tudo o que dizemos em relação a JM Coelho aplica-se a quem mais venha a validar a candidatura.

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Tribunal Constitucional aprova seis candidatos às Presidenciais 2011

O Tribunal Constitucional aprovou seis das nove pré-candidaturas à Presidência da República.

Uma nota do gabinete do Presidente do Tribunal Constitucional informa que as candidaturas de Diamantino Maurício da Silva, Luís Filipe Botelho Ribeiro e Josué Rodrigues Gonçalves Pedro não foram aceites por “não preencherem os requisitos legalmente previstos”.

Assim sendo, para as Eleições Presidenciais 2011 concorrem:

Cavaco Silva – actual Presidente da República desde 2006, apoiado pelo Partido Social Democrata, pelo CDS – Partido Popular e pelo Movimento Esperança Portugal

Defensor de Moura – candidato independente, membro do Partido Socialista

Fernando Nobre – candidato independente

Francisco Lopes – candidato apoiado pelo Partido Comunista Português e pelo Partido Ecologista “Os Verdes”

José Manuel Coelho – candidato apoiado pelo Partido da Nova Democracia

Manuel Alegre – candidato apoiado pelo Partido Socialista, pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Democrático do Atlântico

As Eleições Presidenciais 2011 realizam-se no próximo dia 23 de Janeiro.

Tribunal Constitucional recebeu nove candidaturas

O Tribunal Constitucional recebeu nove pré-candidaturas à Presidência da República que serão validadas até ao dia 29 de Dezembro.

Cavaco Silva – actual Presidente da República desde 2006, apoiado pelo Partido Social Democrata, pelo CDS – Partido Popular e pelo Movimento Esperança Portugal

Defensor de Moura – candidato independente, membro do Partido Socialista

Diamantino Maurício da Silva

Fernando Nobre – candidato independente

Francisco Lopes – candidato apoiado pelo Partido Comunista Português e pelo Partido Ecologista “Os Verdes”

José Manuel Coelho – candidato apoiado pelo Partido da Nova Democracia

Josué Rodrigues Pedro

Luís Botelho Ribeiro – líder do partido Portugal pró Vida

Manuel Alegre – candidato apoiado pelo Partido Socialista, pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Democrático do Atlântico

Crónica: Continuidade ou ruptura?

As sondagens divulgadas nos últimos dias retratam uma evidência do Portugal democrático, que é o facto de o presidente em exercício recolher a maioria das intenções de voto. Tanto assim tem sido, que por norma os desafiantes ao segundo mandato ou são soluções de recurso para os partidos, ou são pré-candidaturas para confirmação daí a cinco anos.

Com a excepção de 1980, em que a direita revanchista apresentou a forte candidatura do general Soares Carneiro, (o que levou a uma união PS/PCP pela reeleição de Eanes), em 91 foram Basílio Horta (CDS) e Carlos Carvalhas (PCP) a contestarem sem sucesso a reeleição de Soares, e em 2001 Ferreira do Amaral (PSD), António Abreu (PCP) e Fernando Rosas (BE), a manifestarem oposição ao bis de Jorge Sampaio, que reuniu o pleno da esquerda na primeira eleição (ver outros candidatos aqui).

A reeleição do Presidente da República é, pois, uma não notícia, sendo então a putativa notícia a apresentação de um candidato forte, que colocasse em questão o plebiscito. Com um governo PS, poder-se-ia pensar que tal aconteceria em 2011, mas as circunstâncias particulares rapidamente afastaram essa hipótese. Mergulhado nas suas intrínsecas teias, Sócrates quis tudo menos abrir uma nova frente de batalha, e por isso aceitou, sem convicção, Alegre como o representante da área socialista.

Antes de dar tempo ao PS, o Bloco de Esquerda jogou a sua cartada, capturando Alegre como o candidato da esquerda contra o neo-liberalismo. E assim Alegre se viu triste (ignóbil trocadilho), perdendo a força da voz livre que teve na primeira candidatura. Não esquecendo que, nessa circunstância, a força lhe foi dada pelo seu partido, ao recusar-lhe o apoio, optando pelo remake (em farsa) de Soares.

No actual cenário, e podendo ter optado por uma solução mais forte, o PCP avançou com Francisco Lopes, um dirigente desconhecido do eleitorado, e com uma campanha, até à data, conduzida para o voto militante.

Lembrando que BE e PCP nunca equacionaram uma candidatura comum, dificilmente ganhadora, mas que expressasse nas urnas uma vontade de ruptura com o centrão, que governa o país há mais de três décadas.

Fernando Nobre, o possível outsider, não conseguiu ainda qualquer protagonismo, percorrendo o país há um par de meses sem reflexo no seu resultado nas sondagens ou na arena mediática.

Para um eleitor de esquerda (e permitam-me recordar o meu apoio crítico a Nobre), estas presidenciais arriscam-se a ser um doloroso manual do que não se deve fazer, quando se tem como objectivo a vitória, ou, no mínimo, uma campanha mobilizadora e recrutadora de forças para a luta contra os sucessivos PEC’s.

Concluindo daqui que, à esquerda, os protagonistas envolvidos procuraram mais o protagonismo das suas particulares bandeiras do que uma verdadeira alternativa ao presidente em exercício (e ex-longo-primeiro-ministro), que é um dos principais responsáveis pelo estado da nação.

Esperemos que a campanha eleitoral traga debate positivo, que leve os cidadãos a uma reflexão sobre quem de facto querem na presidência da república. Um situacionista ou uma mudança de paradigma?

www.vermelhos.net

Crónica: Eleições Presidenciais, a Cronologia

Fechados os cadernos eleitorais no passado dia 23, está agora definido o universo eleitoral. Cabe agora em 1ª instância aos Candidatos e 2ª à Comissão Nacional de Eleições (através de campanhas de apelo à participação) o papel essencial de mobilizar o maior número de votos e inverter a tendência de perda de participação nos actos eleitorais de putativa reeleição (em 2001 na reeleição de Jorge Sampaio foi a taxa de abstenção foi superior a 50%). A tarefa não parece fácil.

Os candidatos a candidatos têm agora até dia 23 de Dezembro em vésperas natalícias para organizar os seus processos de candidatura que deverão ter no mínimos 7 500 assinaturas válidas ou no máximo 15 000 e apresentá-las no Tribunal Constitucional. Só nesta data saberemos quem são realmente os candidatos.

A partir de 9 de Janeiro, depois do dia de Reis arrancará a campanha eleitoral até dia 21 de Janeiro, só nesta altura estaremos a todo o vapor numa eleição que para já tal como o tempo se apresenta bem fria.

Para quem tiver interesse em analisar a cronologia eleitoral poderá fazê-lo clicando aqui.

Até breve.