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Francisco Lopes pede aos portugueses que “não se deixem calar”

Foi o último discurso de Francisco Lopes nesta campanha eleitoral, as principais mensagens recaíram sobre um forte apelo contra a abstenção e um pedido aos portugueses para que “não se deixem calar” no dia 23 de Janeiro.

O candidato do PCP acredita ser o único pronto para confrontar Cavaco Silva numa segunda volta.

“É o povo português que vai escolher” disse Francisco Lopes, e acrescentou “No próximo domingo, até onde conseguir chegar a nossa voz e mensagem, dizemos a cada um: não deixem que vos calem no dia das eleições, falem com o vosso voto na minha, na nossa candidatura, digam da vossa indignação, daquilo que exigem para as vossas vidas, digam que querem mudança, futuro, desenvolvimento e justiça para Portugal”.

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Eleições Presidenciais 2011 custam 12 milhões para o Estado

Conhece o custo total da campanha eleitoral da primeira volta para o Estado português?

As presidenciais 2011 custaram aos cofres do Estado cerca de doze milhões de euros.

Caso não exista segunda volta, a soma dos custos é simples de fazer: 3,8 milhões para subvenções estatais, 3,3 milhões para os tempos de antena e mais 3 milhões de euros para o pagamento das mesas eleitorais. Acrescenta-se ainda um valor desconhecido respectivo à restante logística.

Apesar do Estado ter reduzido a despesa em relação às últimas eleições presidenciais (diminuiu 10% nas subvenções estatais e 20% nos tempos de antena), este valor é pago pelos impostos dos contribuintes.

Crónica: 0% de interesse no arranque da campanha eleitoral

Arranca hoje oficialmente a campanha eleitoral para as presidenciais 2011, no fundo faltam 14 dias até às eleição do Presidente da República, os candidatos deverão intensificar os contactos com as populações e as acções políticas. A pré-campanha tem sido extremamente envolta em nuvens de suspeitas, entre BPN e BPP, entre acusações a Cavaco e Alegre com uma grande diferença: só Alegre atacou directamente Cavaco Silva (depois da “lebre” de nome Defensor de Moura).

Alegre precisava como disse aqui no último artigo de um Coelho para tirar da cartola, não o candidato Coelho, mas sim, um que permitisse recuperar a desvantagem depois de um mau debate com Cavaco Silva. Optou por retirar o tema a Defensor de Moura, optando pela campanha da suspeição e da acusação.

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Crónica: Eleições Presidenciais, a Cronologia

Fechados os cadernos eleitorais no passado dia 23, está agora definido o universo eleitoral. Cabe agora em 1ª instância aos Candidatos e 2ª à Comissão Nacional de Eleições (através de campanhas de apelo à participação) o papel essencial de mobilizar o maior número de votos e inverter a tendência de perda de participação nos actos eleitorais de putativa reeleição (em 2001 na reeleição de Jorge Sampaio foi a taxa de abstenção foi superior a 50%). A tarefa não parece fácil.

Os candidatos a candidatos têm agora até dia 23 de Dezembro em vésperas natalícias para organizar os seus processos de candidatura que deverão ter no mínimos 7 500 assinaturas válidas ou no máximo 15 000 e apresentá-las no Tribunal Constitucional. Só nesta data saberemos quem são realmente os candidatos.

A partir de 9 de Janeiro, depois do dia de Reis arrancará a campanha eleitoral até dia 21 de Janeiro, só nesta altura estaremos a todo o vapor numa eleição que para já tal como o tempo se apresenta bem fria.

Para quem tiver interesse em analisar a cronologia eleitoral poderá fazê-lo clicando aqui.

Até breve.

Crónica: O voto de protesto em Portugal

O Manuel João Vieira, uma vez mais, está a tentar conseguir as assinaturas para ser candidato à Presidência da República.

No Facebook os apoiantes multiplicam-se mas as assinaturas rareiam. O que é uma pena. Estou convencido que teria uma votação surpreendente. O voto de protesto, alguma abstenção e o eleitorado mais jovem e mais urbano poderiam ter no “Candidato Vieira” uma hipótese de se fazer ouvir.

Bem sei que em Portugal não existe esta tradição, ao contrário do que acontece em diferentes países europeus ou no Brasil (Eneias ou Tiririca são disso bom exemplo), de forte componente humorística e representativa do voto de protesto.

Seria interessante até para perceber o que vale, na realidade, o voto de protesto em Portugal. Era um bálsamo para uma campanha eleitoral que aparenta vir a ser muito cinzenta.