Arquivo da Categoria: Debates

Vídeos dos debates das Presidenciais 2011

Devido às solicitações que temos recebido, decidimos criar um artigo onde reunimos todos os vídeos dos debates das Eleições Presidenciais 2011.

14 de Dezembro na RTP: Fernando Nobre – Francisco Lopes

16 de Dezembro na RTP: Defensor Moura – Manuel Alegre

17 de Dezembro na SIC: Cavaco Silva – Fernando Nobre

18 de Dezembro na SIC: Francisco Lopes – Manuel Alegre

21 de Dezembro na TVI: Cavaco Silva – Francisco Lopes

Para visualizar o debate clique aqui e, após abrir uma nova janela, clique no botão vermelho “vídeo” do lado esquerdo.

22 de Dezembro na TVI: Fernando Nobre – Manuel Alegre

23 de Dezembro na SIC: Cavaco Silva – Defensor Moura

27 de Dezembro na RTP: Defensor Moura – Fernando Nobre

28 de Dezembro na TVI: Defensor Moura – Francisco Lopes

Para visualizar o debate clique aqui e, após abrir uma nova janela, clique no botão vermelho “vídeo” do lado esquerdo.

29 de Dezembro na RTP: Cavaco Silva – Manuel Alegre

Para visualizar o debate clique aqui.

[Debate] Cavaco Silva – Manuel Alegre

Data: 29 de Dezembro de 2010

Horas: 20h50m

Canal Televisivo: RTP

Moderadora: Judite de Sousa

Candidatos intervenientes:

Cavaco Silva – actual Presidente da República desde 2006, apoiado pelo Partido Social Democrata, pelo CDS – Partido Popular e pelo Movimento Esperança Portugal

Manuel Alegre – candidato apoiado pelo Partido Socialista, pelo Bloco de Esquerda e pelo Partido Democrático do Atlântico

Em directo:

20h50 – Começa o debate.

Cavaco Silva – …

Manuel Alegre – …

[Debate] Defensor Moura – Francisco Lopes

Data: 28 de Dezembro de 2010

Horas: 20h30m

Canal Televisivo: TVI

Moderadora: Constança Cunha e Sá

Candidatos intervenientes:

Defensor Moura – candidato independente, membro do Partido Socialista

Francisco Lopes – candidato apoiado pelo Partido Comunista Português e pelo Partido Ecologista “Os Verdes”

Em directo:

20h30 – Começa o debate.

Defensor Moura – …

Francisco Lopes – …

[Debate] Defensor Moura – Fernando Nobre

Data: 27 de Dezembro de 2010

Horas: 20h50m

Canal Televisivo: RTP1

Moderadora: Judite de Sousa

Candidatos intervenientes:

Defensor Moura – candidato independente, membro do Partido Socialista

Fernando Nobre candidato independente

Em directo:

20h50 – Começa o debate.

Fernando Nobre – “Eu sou candidato da mudança. Venho para um novo paradigma de mentalidades, para definir desígnos e fazer propostas.”

Fernando Nobre – “Temos de ir por um discurso de verdade, de frontalidade. Precisamos acabar com a maledicência que corrói a nossa sociedade à séculos, acabar com a inveja, acabar com insinuações com acusações estéreis, irmos pela positiva.”

Fernando Nobre – “Somos os dois clínicos (Fernando Nobre e Defensor Moura) mas temos percursos distintos, por isso devo-lhe respeito em termos deontológicos e éticos, mas é um político profissional.”

Fernando Nobre – “Deveríamos ter apenas 100 deputados, 1 por cada 100 mil habitantes, à semelhança do que acontece em Espanha, na França, na Holanda e na Alemanha.”

Defensor Moura – “Na actividade política é importante termos sonhos, termos idealismos e termos vontade de mudar. É preciso é que essa vontade de mudar seja sustentada por um conjunto de factos objectivos que nos permitam avançar, que nos permitam apresentar propostas concretas, e não apenas fazer criticas ao de leve, sem fundamento, como a que (Fernando Nobre) faz em relação ao número de deputados.”

Defensor Moura – “Nesses países com que nos comparou não se pode esquecer que existem deputados regionais nos parlamentos regionais, há senado e há dois níveis de representação nacional. Não se esqueça que não temos isso em Portugal.”

Defensor Moura – “Eu tenho plena consciência de que tenho 65 anos, estou numa idade madura para exercer um cargo não executivo e por isso saí do cargo de Presidente da Câmara (Viana do Castelo) voluntariamente para ser deputado.”

Fernando Nobre – “Cavaco Silva não é o meu principal adversário. Eu candidatei-me porque entendi que os candidatos expectáveis não correspondiam ao que eu penso ser a necessidade do futuro de Portugal.”

Fernando Nobre – “Eu estou aqui para ir à segunda volta e vencer o Professor Cavaco Silva.”

Fernando Nobre – “Se chegar à segunda volta comigo, Cavaco Silva será o meu principal opositor.”

Fernando Nobre – “Faria tudo para que este Orçamento de Estado não fosse o que foi apresentado à Assembleia da República. Se entendesse de consciência que este orçamento vai penalizar milhões de portugueses, eu vetaria.”

Defensor Moura – “O meu eleitorado será predominantemente de abstencionistas que não gostavam de nenhum dos candidatos que estavam a concorrer.”

Defensor Moura – “As sondagens foram feitas antes do povo português me conhecer, praticamente só com os debates é que o povo português teve a oportunidade de me conhecer.”

Defensor Moura – “Como Presidente da República eu viabilizaria este orçamento, na medida em que eu próprio o aprovei na Assembleia da República, tendo a consciência de que há grupos que vão ser sacrificados e que gostaria de sacrificar outros grupos.”

Fernando Nobre – “As opções que tínhamos a este Orçamento de Estado era congelar de uma vez por todas os investimentos não produtivos do país, podíamos ter cortado em inúmeros institutos e fundações públicas, podíamos ter suspendido as auto-estradas…”

Fernando Nobre – “O BPN é uma tragédia nacional, já engoliu em injecções directas e em coberturas de créditos cerca de 5 mil milhões de euros. Nós estamos a fazer um orçamento para 2011 que vai cortar na ordem dos 4 mil milhões de euros. Só o BPN já custou mais do que vai custar os cortes do Orçamento de Estado.”

Fernando Nobre – “Todos os três meses dedicarei um dia para que a população portuguesa possa vir falar directamente com o seu Presidente, eu vou abrir Belém.”

Defensor Moura – “Explorar a pobreza e explorar o apoio aos mais fragilizados numa campanha política é muito errado.”

Defensor Moura – “Apesar de haver gente que não tem nobreza para estar na política, a política é uma actividade nobre.”

Defensor Moura – “Depois do debate que tive no outro dia com o candidato Cavaco Silva, recebi telefonemas do PSD e de muita gente de esquerda, nomeadamente do PS, apoiando-me por ter tido a coragem de dizer ao candidato Cavaco Silva o que muitos dentro do próprio partido dele nunca tiveram a coragem de dizer.”

Defensor Moura – “Mais do que ser independente dos partidos, é importante ser independente de pensamento.”

Defensor Moura – “Sou muito pesado para ser lebre de Manuel Alegre, faço a minha própria corrida.”

Fernando Nobre – “Eu estou aqui para fazer um pacto com os portugueses, no sentido de uma mudança radical do sistema. Tenho conhecimento do Mundo e tenho conhecimento da crise social do nosso país. Acho que podemos mudar, que devemos mudar e que não devemos ter medo de mudar. Eu estou aqui em nome dessa mudança. Por isso dia 23 de Janeiro não tenham medo de um sistema que por vezes é triturador e que mete medo a muitos. Ousem, levantem-se e votem, livremente e em consciência.”

Defensor Moura – “O slogan da minha candidatura é Contra à Resignação e não me resigno com o estado a que chegou este país, não me resigno com o destino que querem dar aos nossos filhos e aos nossos netos, não me resigno com o leque de candidatos que parece e, por isso, eu decidi candidatar-me. Candidato-me contra este Estado centralista, contra a corrupção e contra o clientelismo – que são os cancros da nossa democracia. Apelo a que todos estejam vigilantes, a que todos ponderem bem o seu voto, para que no dia 23 de Janeiro possamos ter alguém na Presidência da República que possa de facto combater os defeitos estruturais da mentalidade e da sociedade portuguesa.”

Fernando Nobre – “Somos

[Debate] Cavaco Silva – Defensor Moura

Data: 23 de Dezembro de 2010

Horas: 20h50m

Canal Televisivo: SIC

Moderadora: Clara de Sousa

Candidatos intervenientes:

Cavaco Silva – actual Presidente da República desde 2006, apoiado pelo Partido Social Democrata, pelo CDS – Partido Popular e pelo Movimento Esperança Portugal

Defensor Moura – candidato independente, membro do Partido Socialista

Em directo:

20h50 – Começa o debate.

Defensor Moura – “Candidato-me por entender que é importante denunciar certos procedimentos e comportamentos que não são correctos no exercício do Presidente da República.”

Defensor Moura – “No seu manifesto eleitoral falou da isenção como uma qualidade muito importante no exercício do mandato presidencial e é precisamente essa qualidade que eu acho que o candidato Cavaco Silva não tem.”

Defensor Moura – “Eu tenho uma experiência concreta da minha autarquia, é um conhecimento pessoal e é importante para definir a minha posição. Em Janeiro de 2008, a Câmara de Viana do Castelo convidou a Presidência da República para que fosse realizado em 2009 o dia de Portugal em Viana do Castelo. Fui chamado ao Palácio de Belém, fui recebido pelo chefe da casa civil que me disse que o Sr. Presidente da República tinha muita pena mas 2009 era um ano eleitoral e o Sr. Presidente não quer beneficiar nenhuma autarquia e, por isso, proponho-lhe que seja em 2008. Eu aceitei compreendendo as razões. Infelizmente, em 2009, verifiquei que o dia de Portugal foi realizado numa autarquia do PSD. Isto é falta de isenção.”

Cavaco Silva – “Não merece resposta, não é uma critica séria portanto não vou perder tempo com isso.”

Cavaco Silva – “Eu sei que ao longo deste tempo tenho sido duramente criticado pelo Dr. Defensor Moura, ele disse mais do que uma vez que eu deveria ter dissolvido a Assembleia, que eu às vezes atacava demasiado o Governo e atacou-me violentamente por eu ter introduzido as scuts em Portugal quando era Governo. Nunca foi introduzida nenhuma scut em Portugal enquanto eu era Primeiro-Ministro. O Dr. Defensor Moura enganou os portugueses aqui na televisão e espero que não deixe de corrigir esta informação falsa.”

Defensor Moura – “Eu nunca disse isso. Eu já sabia que o candidato Cavaco Silva engana-se muitas vezes, mais do que pensa, mas nunca pensei que pudesse inventar.”

Defensor Moura – “Quando se fala das parcerias público-privadas, foi o Sr. Cavaco Silva que as começou como Primeiro-Ministro com a ponte Vasco da Gama que teve uma negociação tão favorável para o Estado que acabou com um ex-Ministro do Sr. Cavaco a ser Administrador da LusoPonte.”

Cavaco Silva – “Como é possível um candidato a Presidente da República confundir totalmente uma parceira público-privada com uma concessão, são coisas totalmente diferentes.”

Defensor Moura – “Há vários modelos de parcerias público-privadas, ou seja, basta existir entendimento entre o Estado ou as autarquias com privados para realizar determinados empreendimentos e depois o Estado ficar com um encargo ade eterno para pagar o investimento que foi feito pelo privado.”

Defensor Moura – “Eu acho que esta tolerância que se verifica, por exemplo com o BPN, em que houve algum benefício com negócio ilícitos, e onde o candidato Cavaco Silva soube beneficiar das acções do BPN para ter lucros chorudos.”

Cavaco Silva – “Eu como Presidente da República, apenas o que fiz em relação ao BPN, foi a aprovação do decreto de nacionalização depois do Governo e depois do Banco de Portugal me ter informado por escrito que não havia alternativa à estabilização do sistema financeiro português e que havia graves prejuízos para os depositantes.”

Cavaco Silva – “Para serem mais honestos do que eu têm que nascer duas vezes.”

Cavaco Silva – “Já se percebeu que estou aqui como candidato, e a um Presidente da República que se candidata nos tempos que correm, colocam-se muitas exigências: tem de conhecer bem a realidade nacional, serei sempre um Presidente próximo dos portugueses e é preciso ter um rumo de futuro para o país. Se não for assim, o Presidente não consegue contribuir para que Portugal resolva os seus grandes problemas que são o desemprego e o endividamento externo.”

Cavaco Silva – “Se o Presidente conduzisse o país pelas suas convicções religiosas e filosóficas não poderia ser o garante da unidade do Estado nem o garante do regular funcionamento das instituições democráticas.”

Cavaco Silva – “Para conseguir ser Presidente em Portugal, tem de ser capaz de conhecer as questões internacionais com que o país está defrontado.”

Cavaco Silva – “Não se é candidato a Presidente da República só porque vem à cabeça que quer ser, só porque se diz umas larachas e umas tretas. É preciso ter conhecimento e é preciso ter experiência.”

Defensor Moura – “Chamar larachas e chamar tretas a demonstrações claras de falta de isenção, de favorecimento de amigos e colegionários, de pactuar com negócios ilícitos que estão nos tribunais.”

Defensor Moura – “No exercício do cargo de Presidente deve-se deixar imediatamente os partidos e os amigos.”

Defensor Moura – “A minha forma de gerir, a minha forma de contactar com os outros olhando nos olhos, não desviando os olhos quando as pessoas falam comigo como o candidato Cavaco Silva faz. Isso é uma demonstração de que eu estou seguro do que estou a dizer e não sou apenas um portador de tretas e de larachas.”

Defensor Moura – “O Presidente deve dizer basta quando o Governo e Assembleia da República deixam de cumprir a Constituição. O verdadeiro programa do Presidente é a Constituição da República.”

Defensor Moura – “Quando se quer saber o que está dentro de um saco com pó branco, basta por o dedo, com dois grãozinhos de pó já se fica a saber se é sal ou açúcar. E eu estou a por o dedo para mostrar com esses grãozinhos que o candidato Cavaco Silva não reúne as condições para ser um Presidente da República isento e capaz de dar garantias aos portugueses.”

Defensor Moura – “Eu penso que é evidente que a experiência e os conhecimentos do candidato Cavaco Silva não foram suficientes para durante os 5 anos anteriores evitássemos chegar ao estado em que estamos, apesar dele dizer que se não fosse ele onde é que estaríamos.”

Defensor Moura – “Eu queria dizer que me candidato porque entendo que no exercício do mandato do Presidente da República há nítidos sinais de que o candidato Cavaco Silva não é isento, favorece amigos e colegionários, não é leal e parece-me que não tem cultura política, não conhece a história de Portugal, não valoriza os actos políticos mais importantes da nossa vida e nega completamente que para além da regionalização, a corrupção e o clientelismo são os principais cancros da nossa democracia. Não ouço essas palavras na boca do candidato Cavaco Silva.”

Cavaco Silva – “Na situação em que o país se encontra, com uma crise bastante difícil, eu não podia deixar de colocar os meus conhecimentos e a minha experiência ao serviço dos portugueses. Estou convencido que nós podemos vencer, os portugueses são capazes de levar o país para a frente. Eu acredito que os nossos jovens, com a sua energia criadora, conseguirão empurrar o nosso país no bom sentido, eles querem fazer ouvir a sua voz, eles sabem que esta eleição diz muito respeito ao seu futuro. Exercerei uma magistratura activa de forma a que o nosso país encontre uma linha de rumo que permita aos portugueses ter mais ânimo, mais confiança e mais esperança no futuro. Este é o tempo de Natal, é um tempo em que se ergue de uma forma muito clara o papel fundamental que as mulheres desempenham na família, na protecção das crianças e fazem milagres com o orçamento limitado da casa.”