Crónica: A amiga Judite

O Pedro Correia, no Albergue Espanhol, já disse quase tudo sobre a atitude da Judite de Sousa na entrevista ao candidato presidencial José Manuel Coelho.

A sua actividade política é paga por uma das famílias mais ricas da Madeira. É verdade? Perguntou Judite de Sousa ao candidato. Obviamente, a jornalista pode fazer esta pergunta. Só existe um senão. Agora terá de perguntar aos restantes candidatos a mesma coisa, com as devidas adaptações:

A Manuel Alegre: A sua campanha é paga pelos antigos accionistas do BPP?

A Cavaco Silva: A sua campanha é paga pela SLN?

A Fernando Nobre: A sua campanha é paga pela família Soares?

Se o não fizer, não é coerente. Se o não fizer, vai parecer aqueles meninos matulões da escola que gostam de dar sopapos aos pequenitos e bater a bolinha baixa com os mais velhos.

Mas tenho uma teoria para o comportamento da Judite nesta entrevista: ela quis ajudar o José Manuel Coelho. Só pode ser isso. Com o seu comportamento estranho ela conseguiu algo que de outra forma não estaria a acontecer, ou seja, colocar meio mundo a falar neste candidato e permitir a vitimização, justificada, do José Manuel Coelho.

No fundo, no fundo, a Judite fez mais pela candidatura deste madeirense que uma centena de outdoors! Depois da “Amiga Olga” temos a “Amiga Judite”!

2 comentários a “Crónica: A amiga Judite

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  2. Filipe

    haha A amiga Judite, lindo.
    Bom, a meu ver se a amiga Judite perguntar aos restantes candidatos de onde vem o dinheiro para as campanhas será só mais uma pergunta a qual todos têm resposta que não é verdadeira. Mas isso já se vai verificando de umas décadas para cá.
    O que a amiga Judite deveria perguntar, como qualquer jornalista o deveria fazer era, "quando é que se calam com os ataques uns aos outros e começam a clarificar e mostrar que provas têm do que fariam se fossem eleitos." Só ouço falar do que foi mal feito e do que poderia e se deveria ter feito. Mas também como o Português É BURRO, vai eleger mais um presidente para a estatística dos que falam a nada fazem a não ser tirar proveito próprio do cargo para o qual é eleito.
    Nenhum dos candidatos se identifica com o que eu penso que seria benéfico para o país, logo nem me dou ao trabalho de ir votar, como faço desde sempre. Sei que é um direito que tenho, mas para eleger alguém que depois irei criticar até mais não como TODOS os portugueses fazem, mais vale nem me dar a esse trabalho. Ainda estou com esperança que antes de deixar este mundo encontrarei pelo menos um político que corresponde às nossas necessidades. Lembro Francisco Sá Carneiro que foi do melhor que tivemos na política do nosso país, mas como fazemos a tudo o que de melhor temos no nosso país, lá o assassinaram. É Portugal no seu melhor.

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