Crónica: A insustentável leveza das convicções de Alegre

Os debates televisivos entre os candidatos à presidência da república, permitiram confirmar algo que já aqui havia dito, as eleições resumem-se à luta entre Cavaco e Alegre.

Os restantes candidatos limitam-se a cumprir calendário, a fazer o frete e, como Marcelo disse, e bem, a serem candidatos anti-candidatos.

Fernando Nobre é anti-candidato de Alegre, Defensor Moura é anti-candidato de Cavaco, Francisco Lopes é anti-candidato de qualquer coisa e José Manuel Coelho é anti-candidato de tudo e mais alguma coisa.

Alegre teve a oportunidade que há muito clamava para se debater com Cavaco e, o resultado foi, a oeste nada de novo.

Alegre opina não emitindo opinião alguma e tem uma posição muito bem definida sobre os temas mais importantes que não se sabe muito bem qual é.

Alegre defende que as alterações anunciadas para as taxas moderadoras são inconstitucionais, porque inclusive o seu mandatário assim o diz, mas quer com isso dizer que é contras as referidas taxas?

Não!

Alegre é um candidato divido, dividido nas convicções, nos apoios, nas opiniões.

Alegre começa finalmente a perceber que não pode ter o apoio do BE e simultaneamente do PS. É algo que é incompatível, mais ainda estando o PS no governo.

Não se pode querer o céu tendo-se vendido a alma ao diabo.

E o resultado disso? As taxas moderadoras são inconstitucionais, mas são necessárias! Não podem ser aplicadas mas têm de o ser!

Uma outra candidatura merece-me uma pequena consideração, José Manuel Coelho.

Coelho cometeu ab initio um erro crasso, pensar que a política que se faz no continente é a mesma que se faz na Madeira. Não o é, de todo, e Coelho irá perceber isso, pela pior forma. Já outros haviam incorrido no mesmo erro e ao que parece não lhe serviu de lição!

Mas a candidatura de Coelho tem ainda uma outra curiosidade, no mínimo hilariante, que é o facto de ser apoiado por um partido (que curiosamente só existe na Madeira), que defende o presidencialismo mas que não tem presidente e cujo presidente se demitiu exactamente por causa de Coelho!

O eterno candidato Vieira, que nestas eleições primou pela sua ausência, corre o sério risco de ser destronado. Candidatos a sucessores não lhe faltam.

3 comentários a “Crónica: A insustentável leveza das convicções de Alegre

  1. Miguel

    Uma clarificação sobre as taxas moderadoras. Alegre disse que era a favor das taxas nas urgências, que servem para evitar idas desnecessárias ao hospital. Estas têm surtido o efeito desejado de evitar que pessoas com complicações menores (que são triadas como não urgente e se arrastam horas nas urgencias sem necessidade) entupam este serviço. O candidato afirmou-se contra outras taxas moderadoras que não fazem qualquer sentido: sobre o internamento. Por acaso, até foi extremamente claro. Não confunda alhos com bugalhos.

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  2. Anónimo

    O Sr. Manuel Alegre não tendo nada de bom para dizer, desviou-se para a calúnia infundada. É triste o caminho que escolheu.

    Mas quem é este Senhor?:

    - É um desertor do exército que fugiu para a Argélia para daí, através da rádio, dizer mal não só do governo, mas também de Portugal;
    - Um homem que pisava a bandeira Portugues sempre que tinha oportunidade;
    - Um homem que nunca fez nada de produtivo;
    - Um homem que tentava derrubar um regime que embora "ditatorial", não explorava o país, nem o povo, não explorava o país, nem o povo;
    - Não tinha ladrões, nem permitia ladrões, não tinha ladrões, nem permitia ladrões;
    - Tinha uma economia que causava inveja a todo o mundo; um crescimento económico superior a 20% ao ano, que vinha pelo menos de 1965;
    - Não devia um centavo e tinha uma reserva de ouro e divisas estrangeiras das maiores do mundo;
    - Não havia um único desempregado e os salários subiam 25% ao ano. Entre 1970 e 1974 aumentaram para o dobro, e entre 1960 e 1974 os salários aumentaram 7 vezes;

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  3. Anónimo

    (continuação)

    - O ritmo de crescimento era então muito maior que na Europa, e daí uma aproximação constante aos maiores níveis Europeus, crescimento cortado com o 25 de Abril;
    - O povo vivia em inteira segurança e tranquilidade, sem receio de criminosos que não os havia. E tinha tanta liberdade como tem hoje, mas com menos condicionamentos. E a que temos hoje deve-se à União Europeia, como se deve este regime até hoje;
    - Não havia liberdade, sim, para os que queriam derrubar o governo e assaltar o poder para roubar e explorar o país e o povo, como veio a acontecer e ainda hoje, infelizmente, se mantém.

    E era deste país que Manuel Alegre dizia o pior numa rádio Estrangeira.

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